1989 - Senna e Prost travam outra batalha

O filme de 88 voltou a se repetir em 1989. O campeonato contou com 16 equipes, todas usando motores aspirados, mas quem ditou o ritmo nos Grandes Prêmios novamente foi a McLaren. Em outras palavras, Senna e Prost se degladiaram mais uma vez pelo título de campeão da categoria.

O brasileiro novamente venceu mais etapas (6 a 4), Prost conseguiu de novo um maior número de voltas mais rápidas (5 a 3) e, outra vez, subiu no pódio mais vezes que Senna (11 a 7). No entanto, Senna repetiu a quantidade de poles obtidas no ano anterior (13).  A diferença é que agora eles não se revezaram tanto no primeiro lugar e a cordialidade do início da temporada anterior não existia.

Até a primeira metade do campeonato, Prost liderava com uma folga de 20 pontos e Senna só havia estado à frente do rival na tabela por uma única vez, após o GP do México. Na 11ª etapa (Bélgica), Senna conseguiu diminuir para 11 pontos a vantagem de Prost. Contudo, sem pontuar na etapa seguinte, realizada na Itália, o brasileiro viu o francês novamente abrir dianteira, causando um verdadeiro delírio na torcida da Ferrari (que havia confirmado a contratação de Prost para o ano seguinte).

Em Portugal, o francês passou a contar com 24 pontos de vantagem e a situação piorou para Senna. Uma etapa depois, na Espanha, antepenúltima do campeonato, o brasileiro diminuiu a folga de Prost para 16 pontos. A esperança de Senna era o regulamento, que ainda contabilizava apenas os 11 melhores resultados como ocorrera no ano anterior. Além disso, precisava vencer as duas últimas corridas da temporada. Em Suzuka, os japoneses tiveram (de novo) o privilégio de ver in loco mais uma corrida histórica.

Senna foi pole, mas Prost roubou a liderança do brasileiro na largada e seguiu assim até meados da prova, sempre mantendo uma distância de cinco segundos para quem aparecia atrás. Na volta 40, Senna havia se aproximado e estava a um segundo do francês. Pouco tempo depois, na volta 46, aconteceu o choque entre os dois que marcou a temporada e até hoje rende análise.

A dupla da McLaren foi parar fora da pista. Prost levantou e foi embora. Senna quis continuar e foi empurrado pelos comissários, “cortando caminho” por uma chicane. De volta à corrida, trocou o bico do carro e correu como nunca, ou melhor, como de costume, em busca da vitória. Na volta 50, ele passou Alessandro Nanini, da Benetton. Três voltas depois recebeu a bandeira quadriculada em primeiro.

No entanto, para surpresa geral, não foi o brasileiro quem apareceu no pódio para receber o troféu e, sim, Nanini. Os homens da FIA resolveram puni-lo, desclassificando-o. Por que eles esperaram até o final para fazer isso não se sabe, mas o fato é que Senna ficou revoltado e declarou guerra contra o todo poderoso da FIA, Jean Marie Balestre. Prost foi o campeão, Senna foi multado em cem mil dólares e banido por seis meses da categoria. A McLaren apelou, mas sem sucesso. E Balestre, compatriota de Prost, virou o inimigo público número 1 no Brasil. Ah, Balestre...

 

Alain Prost

 

Classificação Final

 
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