A consagração com a McLaren

1988 

03 de abril:
GP do Brasil. Senna alinha na pole pela 17ª vez e enlouquece o público em Jacarepaguá. Antes da largada, percebeu problemas no carro e precisou largar dos boxes. Nove voltas depois, já tinha feito 13 ultrapassagens. Na 31ª volta, recebeu bandeira preta e foi desclassificado por ter saído dos boxes antes da autorização de largada de um fiscal.

1º de maio: Em Ímola, pela 18ª vez Senna largou na frente e venceu sua sétima corrida. Senna e Piquet, 3º colocado, não se cumprimentaram no pódio devido às brigas extra pista.

15 de maio: A 19ª pole de Ayrton aconteceu naquele GP de Mônaco mais lembrado pelo erro do brasileiro, que liderava com 58 segundos de vantagem para Alain Prost e, num momento de desconcentração, bateu na 67ª volta e saiu da prova com cara de poucos amigos.

29 de maio: 20ª pole. Mas Senna largou mal e perdeu a liderança do GP do México para Prost e a equipe lhe ordenou para não tentar ultrapassar o francês, que havia sido campeão com a escuderia anos antes. Senna obedeceu, porém, no final da prova, comunicou a Ron Dennis que aquela tinha sido a última vez. Começava ali a briga entre o brasileiro e o francês.

12 de junho: No Canadá, Senna foi o pole pela 21ª vez, marcou a volta mais rápida do circuito e obteve sua oitava vitória.

19 de junho: Pela 22ª oportunidade na carreira e a sexta consecutiva naquele ano, Senna foi o primeiro no grid. Em Detroit, conquistou sua nona vitória.

03 de julho: Senna viu Prost dar-lhe o troco no GP da França, enquanto terminava na segunda colocação.

10 de julho: Largando em 3º, caindo para 5º e enfrentando a chuva em Silverstone, Senna venceu sua 10ª corrida.

24 de julho: Senna voltou a dar show. Na Alemanha, cravou sua 23ª pole, debaixo de um calor de 38 graus e abocanhou a vitória da prova, a 11ª de sua carreira na Fórmula 1.

07 de agosto: Na Hungria, Senna foi o pole novamente (24ª já!) e venceu mais uma.

24 de agosto: A história se repetiu em Spa e até Alain Prost admitiu: o título iria para as mãos de Senna. O brasileiro não se fez de rogado e voltou ao trabalho duro no dia seguinte para se preparar para o próximo GP.

11 de setembro: No primeiro GP da Itália após a morte do comendador Enzo Ferrari, Senna até fez mais uma pole (26ª), mas afobou-se e bateu em um retardatário na 4ª volta e saiu da prova - melhor para a Ferrari, que viu a dobradinha de seus pilotos, com Berger em 1º e Michele Alboreto em 2º, na única vitória de um piloto que não era da McLaren naquele ano.

25 de setembro: Em Estoril, Senna não teve um bom desempenho, amargou a 6ª colocação na prova e engoliu mais uma vitória de Prost.

02 de outubro: Na Espanha, Senna voltou a sorrir na largada com sua 27ª pole, mas terminou em 4º, com Prost vencendo mais uma.

30 de outubro: Para muitos, aquele GP do Japão foi a corrida mais espetacular de Senna e uma das mais emocionantes de todos os tempos. Na luta desesperada pelo título, Senna voou baixo e cravou sua 28ª pole. Na largada, muito nervoso e com uma falha na embreagem, Ayrton quase viu seu sonho cair por terra quando ele próprio caiu da 1ª para a 16ª colocação. Aguerrido, lutou até o fim. Na 11ª volta, já era o terceiro. Na 28ª, ultrapassou Prost. Depois, seu primeiro campeonato ficou mais perto. Emocionado, Senna cruzou a linha de chegada aos prantos e depois confidenciou ter visto Jesus Cristo enquanto ouvia, pelo rádio, os parabéns de seus pais e irmãos. Do patriarca da Honda, Sochilo Honda, de 82 anos, Ayrton recebeu flores. O jornalista Lemyr Martins conta em seu livro "Uma estrela chamada Senna" que Senna viu e reviu o videotape da corrida várias vezes naquele mesmo dia e assim que acordou na segunda-feira. Era o terceiro brasileiro a conseguir um título mundial na Fórmula 1.

13 de novembro: Senna conseguiu sua 29ª pole na Austrália, mas chegou atrás de Prost em Adelaide, na última corrida do ano, somando 90 pontos.

1989 

26 de março:
Senna estréia na temporada com o número 1 no carro e a 30ª pole, mas bateu na primeira curva e abandonou o GP do Brasil.

23 de abril: Largou na pole pela 31ª vez, obteve sua 15ª vitória e ouviu os pedidos das arquibancadas em Ímola para que pilotasse a Ferrari no ano seguinte. Prost o acusou de desonesto por tê-lo ultrapassado.

07 de maio: Tentando reparar a lembrança ruim de seu erro no ano anterior em Mônaco, Senna registrou sua 32ª pole e conquistou sua 16ª vitória.

28 de maio: A 33ª pole veio no México, onde Senna venceu pela 17ª vez em uma corrida em que aconteceram três largadas.

04 de junho: Primeiro no grid novamente, Senna liderou a prova no circuito americano de Phoenix por 44 das 75 voltas. Aí, o motor deu pane e o brasileiro abandonou, para a alegria de Prost.

18 de junho: Em Montreal, mais problemas. Senna parou a três voltas do final por causa do motor.

09 de julho: Novo problema no carro tirou Senna do GP francês, onde dois dias antes Prost havia anunciado sua saída da McLaren no final do ano.

16 de julho: Senna volta a largar na frente em Silverstone. Na 11ª volta, rodou e abandonou a prova.

30 de julho: 36ª pole de Ayrton e 18ª vitória em Hockenheim.

13 de agosto: Senna conformou-se com a 2ª posição no GP da Hungria.

27 de agosto: Em Spa, Senna vence sua 19ª corrida, de ponta a ponta, após largar em 1º pela 37ª vez.

11 de setembro: Senna provoca a ira dos tifosi ao conquistar a pole para o GP de Monza. Na verdade, o motivo da raiva foi a recusa de Ayrton em pilotar para a Ferrari em 1990, enquanto Prost havia sido anunciado na véspera da corrida como piloto da escuderia italiana no ano seguinte. Por isso, houve bastante comemoração quando o motor Honda abandonou Senna na 44ª volta.

24 de setembro: Senna não teve sorte em Estoril. Apesar de ter obtido sua 39ª pole position, saiu da corrida na 48ª volta, quando Mansell encheu a traseira da McLaren mesmo já desclassificado da prova. Ele não obedeceu a ordem e deu no que deu.

1º de outubro: Em Jerez de la Frontera, Senna largou no primeiro posto do grid novamente. De ponta a ponta, venceu sua 20ª corrida e empurrou para o Japão a decisão de mais um título.

22 de outubro: Este é um daqueles dias históricos na Fórmula 1. Senna e Prost dividiram a primeira fila (o brasileiro foi pole novamente) e duelaram até a 46ª volta, quando colidiram. O francês desistiu de continuar, Senna insistiu. Pediu e os comissários empurraram seu carro, voltou para a pista e, na última volta, conquistou a liderança. Venceu a corrida, mas acabou sendo desclassificado. Irritado, Senna deu início a uma verdadeira guerra contra os cartolas (leia-se Jean-Marie Balestre, ex-presidente da FIA, que chegou a baní-lo da Fórmula 1 e excluí-lo da relação de pilotos da temporada seguinte). Com o passar do tempo, a McLaren conseguiu convencer Senna a fazer o pedido formal de desculpas exigido por Balestre, o que lhe devolveu o direito de pilotar. Com a desclassificação, Senna perdeu seus feitos estatísticos daquele dia.

05 de novembro: Senna foi o pole pela 42ª oportunidade. O temporal em Adelaide deixou a corrida caótica e o brasileiro saiu na 13ª volta, depois de escorregar e bater.

Senna foi o vice-campeão com 60 pontos.

1990 

11 de março:
Senna começa a luta pelo bicampeonato largando em 5º no circuito de Phoenix. Na pista, duelou com o estreante Jean Alesi e conquistou sua 21ª vitória.

25 de março: Interlagos volta ao calendário da Fórmula 1. Senna começou bem o GP, marcando sua 43ª pole. Tudo caminhava bem para que ele vencesse a prova no Brasil até que, na 40ª volta, o brasileiro e Nakajima não negociaram bem o que deveria ser uma ultrapassagem simples e bateram. Senna acabou em 3º e adiou mais uma vez a realização do desejo de vencer em casa.

13 de maio: Em San Marino, Senna obteve sua pole de número 44, mas bateu e saiu da prova com problemas no carro.

27 de maio: Em Mônaco, Senna marcou mais uma pole (45ª) e ganhou mais uma prova, sua 22ª. Era a terceira vez que o brasileiro subia ao pódio em 1º no Principado.

10 de junho: Pole novamente, Senna venceu sua 23ª corrida, em mais uma edição da dobradinha brasileira. Desta vez, no Canadá.

24 de julho: No México, Senna continuou sua coleção de poles (47º). Na última volta, porém, um dos pneus furou e o brasileiro perdeu uma vitória até então certa.

08 de julho: Senna larga e acaba o GP da França em 3º.

15 de julho: Em Silverstone, Senna repetiu a 3ª colocação no pódio, depois de alinhar em 2º no grid.

29 de julho: Em Hockenheim, o brasileiro conseguiu o que queria: a 48ª pole e a 24ª vitória. Logo depois, soube que seu amigo e empresário, Armando Botelho, havia falecido em decorrência de um câncer na noite anterior. Inconsolável, Senna abraçou a irmã e saiu rapidamente do circuito alemão.

12 de agosto: Senna larga em 4º e termina em 2º, uma posição à frente de Piquet. Os dois novamente não se cumprimentam na Hungria.

26 de agosto: 49ª pole positon e 25ª vitória. Assim pode ser resumida a participação de Senna no GP da Bélgica daquele ano, que teve três largadas.

09 de setembro: Senna venceu em Monza pela primeira vez. Foi sua 26ª conquista depois de cravar a 50ª pole. Os tifosi detestaram mais pelo fato dele não ter feito isso guiando a Ferrari.

23 de setembro: Em Portugal, Senna começa em 3º e termina em 2º, atrás de Mansell.

28 de setembro: Nos treinos para o GP da Espanha, o inglês Martin Donnely bate forte. Senna, transtornado, foi até o local para socorrê-lo.

30 de setembro: Largando pela 51ª vez em primeiro, Senna sofre novamente com problemas no carro e não acaba a prova espanhola.

21 de outubro: Mais uma vez o título foi decidido no Japão. Senna começou em vantagem ao registrar sua 52ª pole. Na primeira curva, lado a lado com Prost, os dois batem. Param os carros em meio à poeira e Senna conquista o campeonato outra vez. O filme parecido com o do ano anterior, mas com um final diferente, gerou críticas e Senna foi considerado antidesportivo por seus rivais. Enquanto isso, no pódio, ocorreu uma dobradinha brasileira surpreendente, com Nelson Piquet em 1º e seu companheiro de equipe na Benetton, Roberto Pupo Moreno, em 2º.

04 de novembro: Senna carimbou a taça de campeão com mais uma pole, sua 53ª, mas saiu da corrida na 61ª volta.

O brasileiro terminou o campeonato com 78 pontos, o título e o ódio de pilotos como Prost e Piquet, que não entenderam o fato da FISA não ter punido Senna pelo choque com o francês.

1991 

10 de março:
Senna larga literalmente na frente na luta pelo título da temporada. Em Phoenix, foi o 1º do grid pela 54ª vez e venceu sua 27ª corrida.

24 de março: GP do Brasil. Senna novamente é pole. O circuito de Interlagos está lotado. Não é possível dizer com precisão quem mais queria aquela vitória: se o próprio Senna ou a torcida. Tudo corria bem, como na maioria das outras corridas que ele havia disputado no país, até que o carro começou a perder as marchas a seis voltas do final. À medida que a distância para o segundo colocado, Riccardo Patrese, diminuía, Senna pedia o fim da prova. Para delírio de todos, a McLaren agüentou até o fim e o circuito explodiu em um dos maiores momentos da carreira de Senna na Fórmula 1. O desgaste físico foi tanto que o brasileiro teve dificuldades para levantar o troféu de vencedor, mas o fez – completamente emocionado! Era a 28ª vitória de Ayrton.

23 de abril: Em Ímola, Senna fez novamente a pole (56ª) e vence outra prova, a terceira consecutiva do ano e a 29ª na categoria, enquanto Prost patinava incrivelmente na volta de apresentação.

12 de maio: Em Mônaco, não teve para ninguém de novo. Senna largou em 1º pela 57ª vez e obteve sua vitória de número 30, a quarta nas ruas do Principado.

02 de junho: Ao contrário das quatro corridas anteriores, Senna não se deu bem em Montreal. Largou em 3º e abandonou a prova nas 25ª volta, devido a uma pane elétrica.

14 de junho: Senna leva um grande susto nos treinos para o GP mexicano. Seu carro capota, fica virado com as rodas para cima, mas o piloto sai ileso.

16 de junho: Na corrida no México, larga e chega em 3º.

07 de julho: Em Magny-Cours, Senna repetiu o mesmo desempenho da corrida anterior.

14 de julho: No melhor estilo Senna, o brasileiro é o 1º em Silverstone (sua 58ª pole), mas termina a prova em 4º.

28 de julho: Senna larga em 2º na Alemanha, porém a maré continuou ruim e, na penúltima volta, abandonou com pane seca.

11 de agosto: Na Hungria, Senna voltou a respirar. Largou na sua 59ª pole e venceu sua 31ª corrida.

25 de agosto: Em Spa, Senna deu as cartas novamente. Foi o primeiro no grid, venceu a prova e ainda viu Mansell abandonar a corrida com problemas de câmbio. A briga pelo título estava novamente aberta.

08 de setembro: 61ª pole position e o segundo no lugar no pódio em Monza, atrás de Mansell. Cada vez mais Senna considerava qualquer pontinho muito importante para a conquista do tri.

22 de setembro: Senna larga e chega em 2º, com Mansell sendo desclassificado pelo erro de seus mecânicos, que não apertaram direito os pneus no pit stop e uma das rodas criou vida própria e resolveu dar uma volta sozinha pelo circuito de Estoril.

29 de setembro: Em Barcelona, Senna alinhou em 3º e terminou em 5º. Mais uma vez o título podia ser decidido na prova seguinte – o Japão.

20 de outubro: Demorou nove voltas para Senna conquistar o tricampeonato em Suzuka. O brasileiro largou em segundo e o inglês em 3º. Na luta para reverter a situação, Mansell se afobou e, como narrou Galvão Bueno, “passou reto no curvão”. Senna lutou, então, pela 33ª vitória. Ela só não veio porque a McLaren ordenou que ele a cedesse para Berger. Senna obedeceu contrariado, mas a festa já estava garantida. Logo depois da corrida, em uma entrevista para Ron Denni, Senna desabafou falando sobre os campeonatos de 89, 90 e 91 e de todos os seus problemas com os cartolas.

03 de novembro: Um dilúvio caiu em Adelaide, mas Senna largou na frente de novo. Era sua pole de número 62ª. A prova foi interrompida na 14ª volta e Senna obteve, então, sua 33ª vitória.

O tri foi obtido com 96 pontos, sete vitórias e 12 pódios.

1992 

1º de março:
O campeonato com a Williams do outro mundo começou com Ayrton largando em 2º e chegando em 3º na África do Sul.

22 de março: No México, foi ainda pior. Largou em 6º e abandonou a prova na 11ª volta com problemas de transmissão. Esta foi a última corrida disputada por Senna com o carro de 91.

05 de abril: No Brasil, todos queriam um repeteco da emoção do ano anterior. Nada foi triunfal, porém. Senna foi o 3º no grid, mas acabou abandonando a prova com problemas no carro.

03 de maio: Na Espanha, foi o 3º novamente e, de novo, não completou a prova – saiu a três voltas do fim.

17 de maio: Em Ímola, novos problemas. Desta vez, no entanto, conseguiu terminar a prova em 3ª, mantendo sua posição de largada.

31 de maio: Em Mônaco, Senna largou em 3º e só obteve sua 34ª vitória porque Mansell teve problemas a oito voltas do final. O brasileiro tomou a dianteira, conquistando sua 5ª vitória nas ruas do Principado e igualando o recorde de Graham Hill, até então o Rei de Mônaco.

14 de junho: Senna surpreendeu e conquistou sua 63ª pole, mas o carro quebrou e o deixou a pé na 37ª volta do GP do Canadá.

05 de julho: Em Magny-Cours, Senna voltou a ser o 3º no grid, porém foi retirado da prova por Michael Schumacher já na largada.

12 de julho: Mais uma vez atrás das Williams, em 3º, e de novo sofreu e foi deixado na mão pelo carro. Desta vez, na 52ª volta, a sete do final. Nos bastidores, Senna admitiu que estava negociando com a Williams e com a Ferrari.

26 de julho: Em Hockenheim, Senna deu-se por satisfeito com o 2º lugar depois de ter largado em 3º.

16 de agosto: Em Hungaroring, Senna largou em 3º, mas conquistou uma inacreditável vitória (sua 35ª). Naquele dia, Mansell conseguiu seu único título na Fórmula 1.

30 de agosto: Já sabendo que não iria para a Ferrari no ano seguinte, Senna largou em 2º na Bélgica e não passou de um 5º lugar na prova, cuja vitória foi de Michael Schumacher (a 1ª de sua carreira).

13 de setembro: Em Monza, teve de tudo. Mansell foi demitido da Williams, a Honda anunciou que se retiraria da Fórmula 1 e Senna pôde comemorar sua 36ª vitória, depois de ter largado em 2º.

27 de setembro: Senna largou pela nona vez no ano na 3ª colocação. Quatro paradas nos boxes depois, manteve a posição e subiu no pódio em Estoril. Na seqüência, a Williams anunciou que tinha contratado Prost para a temporada seguinte com uma cláusula que vetava a entrada de Ayrton na equipe.

25 de outubro: De novo, Senna foi o 3º no grid, mas o motor Honda explodiu na 2ª volta.

08 de novembro: Na Austrália, Senna largou em 2º e saiu da prova depois de um acidente envolvendo Mansell. Naquele dia, Senna iria anunciar que se retiraria da Fórmula 1 por um ano – tal como Prost fizera – mas desistiu por conta da pressão de patrocinadores e contratos vigentes, conforme conta o jornalista Lemyr Martins em seu livro Uma estrela chamada Senna.

Senna foi o 4º colocado no mundial de pilotos daquele ano, com 50 pontos acumulados.

1993 

14 de março:
Recomeçavam os duelos Senna-Prost. O francês cravou a pole e Senna foi o 2º, posições que se mantiveram na corrida da África do Sul.

28 de março: Senna largou na 3ª colocação e foi o grande vencedor daquele GP Brasil de sol e chuva. Prost derrapou na pista com Christian Fittipaldi e Senna deu um drible em Damon Hill e partiu para a sua 37ª vitória. Na volta de desaceleração, parou o carro no meio da multidão que invadiu o circuito para comemorar a segunda e última vitória de Senna no Brasil.

11 de abril: Donington Park. Senna largou em 5º no GP da Europa e fez uma das mais fantásticas voltas da história da Fórmula 1 ao ultrapassar todos os pilotos que estavam a sua frente, passando em 1º no início da segunda volta. Foi sua 38ª conquista na carreira em um dia de mais um show do brasileiro.

25 de abril: Senna largou na 4ª posição em Ímola, mas ficou a pé na 40ª volta e viu Prost igualar seu número de vitórias naquele ano.

09 de maio: Na Espanha, largou e chegou em 2º lugar.

23 de maio: Senna tornou-se o Rei de Mônaco. Largando em 3º, Senna foi à luta e venceu pela sexta vez no Principado, marcando sua 39ª vitória e mais: abriu cinco pontos de vantagem no campeonato, tendo as mesmas três vitórias de Prost.

13 de junho: No Canadá, foi o 8º no grid, sua pior posição de largada desde 1987. Abandonou a prova faltando sete voltas.

04 de julho: Em seu 150º GP, Senna largou em 5º na França e terminou em 4º.

11 de julho: Em Silverstone, ocorreu justamente o contrário da prova anterior. Largou em 4º e terminou em 5º.

25 de julho: Senna alinhou no grid em 4º e não passou disso no GP da Alemanha. O pior: o tetra ficou ainda mais distante.

15 de agosto: De novo na segunda fila e na mesma posição da última prova, o brasileiro foi obrigado a abandonar a corrida da Hungria com problemas no carro, enquanto Damon Hill tornava-se o primeiro (e até então único) filho de um campeão mundial de Fórmula 1 a vencer uma corrida.

29 de agosto: Em mais uma prova prejudicada pelo fraco desempenho da McLaren, a história se repetiu: foi 5º no grid e 4º na chegada.

12 de setembro: Em Monza, com a 4ª colocação na largada, Senna cometeu um erro e saiu da prova na 8ª volta. Neste GP, Christian Fittipaldi levantou vôo e capotou no ar por cima dos carros. Felizmente, na aterrissagem, o carro voltou a sua posição normal como se nada tivesse acontecido.

26 de setembro: Senna foi o 4º novamente e, de novo, abandonou a prova (desta vez, na 19ª volta). Nos bastidores, só se falou do anúncio da aposentadoria de Prost e da contratação de Ayrton para correr na Williams em 1994. Os planos para o tetra começaram ali e os fãs vibraram.

24 de outubro: Animado com a transferência, Senna largou em 2º no Japão. Nos boxes, brigou com Eddie Irvine por considerar que este havia lhe prejudicado nos treinos. Com o título já decidido, Senna venceu sua 40ª corrida.

07 de novembro: Adelaide. Depois de ser pole pela 62ª vez, Senna vence pela última vez na carreira. Era sua 41ª vitória, em sua última corrida pela McLaren.

Com 79 pontos, Senna foi o vice-campeão daquela temporada e pontuou pela última vez na Fórmula 1.

 

Home
Biografia e Carreira

A estréia com a Toleman
A ascensão com a Lotus
A consagração com a McLaren
O adeus com a Williams
A marca Senna
O campeão por ele mesmo
Depoimentos
Agradecimentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

F1 Girls Online (2004-2011) - Desenvolvimento de Site por Wols Design