Além de ser lembrado por sua maestria ao volante, Jim Clark também ficou marcado por tragédias – sendo duas as principais: a primeira ocorreu durante o GP da Itália de 1961 e 15 pessoas morreram. Já a outra, aconteceu em Hockenheim, em uma competições de Fórmula 2 de 1968, data de seu falecimento.
O acidente em Monza no dia 10 de setembro de 1961, envolvendo Clark e o alemão da Ferrari, Wolfgang Graf Berghe von Tripps, é considerado por muitos como um dos piores da história da Fórmula 1. A escuderia italiana acabara de vencer seu primeiro título de construtores e aguardava a decisão do Mundial, cujo feito estava mais para seus pilotos Phil Hill e Von Tripps do que para Stirling Moss – que precisaria de conquistas nas duas derradeiras etapas para ser campeão.
O sol brilhava em Monza e o cenário parecia perfeito para a festa ferrarista ser completa na Fórmula 1 daquele ano. Von Tripps foi o pole position em sua luta para tirar os cinco pontos de vantagem de Hill. Contudo, ainda no começo da prova, Jim Clark e Von Tripps colidiram quando se aproximavam da curva Parabólica. O escocês bateu com sua Lotus, sem maiores danos. Von Tripps não teve a mesma sorte. Ele, que podia ter sido o primeiro campeão do mundo vindo da Alemanha, chocou-se contra a cerca que separava os espectadores da pista.
Na batida, o piloto foi arremessado e acabou perdendo a vida junto com mais 14 pessoas que assistiam à corrida. Devastado pela tragédia, Clark chegou a pensar em desistir da Fórmula 1 em seu segundo ano na categoria. Colin Chapman, seu único patrão na F1, persuadiu o pupilo a continuar.
Nos anos seguintes, conquistou dois títulos e a admiração dos demais pilotos, dirigentes, mecânicos e do público que acompanhava a Fórmula 1. Mas a tragédia voltou à sua vida. Desta vez, de forma fatal.
Ao contrário do dia do acidente de 1961 em Monza, chovia em 07 de abril de 1968. Clark disputava uma prova da Fórmula 2 pela Lotus, na Alemanha, por conta de obrigações contratuais com a fabricante de pneus Firestone. Há quem diga que ele não deveria ter estado ali naquele dia, uma vez que podia ter aceitado a proposta de participar de uma corrida de carros esporte em Brands Hatch.
Para os seus fãs, no entanto, o importante é que na quinta volta da prova, sua Lotus teria furado um dos pneus, perdido o controle e batido em algumas árvores, matando o piloto. O mundo da Fórmula 1 ficou chocado. Chapman declarou que perdera seu melhor amigo. Seu rival e amigo, Chris Armon, questionou-se: “Se isto pode acontecer com Jimmy, que chance temos nós?” Graham Hill, companheiro de equipe do escocês, ao conquistar o título meses mais tarde o dedicou a Clark. Jim tinha 32 anos quando morreu.
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