AT&T Williams F1

Frank Wiliams fundou sua equipe em 1975, quando lançou a Frank Williams Racing Cars. Entretanto, não teve sucesso no campeonato, terminando a disputa do mundial de construtores na 9ª colocação. Insatisfeito, passou os dois anos seguintes se preparando para o retorno definitivo no GP da Argentina de 1978. Em seu retorno, o inglês contratou o então jovem engenheiro Patrick Head para projetar e o piloto Alan Jones para guiar seus carros. A equipe contava apenas com um bólido nas provas.

Os primeiros pontos da história da escuderia foram obtidos por Jones ao chegar em 4º lugar na África do Sul. Nos Estados Unidos, o piloto deu à Williams seu primeiro pódio, quando finalizou a prova em 2º, 20 segundos na frente de Carlos Reutemann, guiando a Ferrari. No mundial de construtores a equipe foi a 9ª, com 16 pontos.

No ano seguinte, Clay Regazzoni juntou-se a Jones, formando a primeira dupla de pilotos da Williams. Sua contratação ocorreu graças à entrada da equipe na Associação de Construtores (FOCA), que dava preferência por escuderias com dois carros. O GP da França daquele ano viu, pela primeira vez, os dois pilotos da Williams chegando na zona de classificação, com Jones em 4º e Clay em 6º.

Regazzoni conquistou a primeira vitória da escuderia justamente no GP da Inglaterra. A primeira dobradinha veio logo a seguir, em Hockenheim, tendo Jones dois segundos à frente do suíço. No campeonato, a Williams subiu oito posições e foi a vice-campeã da temporada, com 59 pontos.

Em 1980, o sonho de Frank Williams alcançava um novo status. Além do fato de seu piloto Alan Jones ter garantido o título com cinco vitórias, a Williams marcou 120 pontos, quase o dobro da Ligier, e conquistou o primeiro de seus nove mundiais.  Na temporada seguinte, apesar de não ter feito o piloto campeão, voltou a abocanhar o título dos construtores, com 34 pontos de vantagem em relação à vice-campeã, a Brabham.

Em 1982, aconteceu exatamente o contrário. Um dos pilotos da equipe foi o campeão, Keke Rosberg, mas a escuderia não passou do 4º lugar. Nos dois anos seguintes, o desempenho da equipe voltou a desapontar, repetindo a mesma colocação em 1983 e sendo a 6ª em 1984. Os bons resultados tornaram a soprar a partir de 1985. Com Rosberg e Nigel Mansell, a escuderia venceu seis provas, o que lhe rendeu a 3ª colocação no mundial, com 71 pontos.

Em março de 1986, Frank Williams sofreu um grave acidente quando se encaminhava para o aeroporto de Nice, na França, deixando-lhe paralítico. Como resultado, a equipe passou o ano inteiro sem a presença do seu fundador. Em compensação, nas pistas, seus carros agora guiados por Mansell e Nelson Piquet venceram o campeonato de construtores.

Na temporada seguinte, a Williams manteve seu título e a parceria com a Honda ainda ajudou na conquista do tricampeonato de Piquet, com Mansell em 2º. A superioridade da Williams foi tanta que ela terminou a disputa 61 pontos à frente da McLaren. No final do ano, todavia, a Honda anunciou que não continuaria fornecendo seus motores para os ingleses.

Sem conseguir fazer um bom acordo para repor a perda dos motores japoneses, a equipe amargou uma temporada difícil, na qual terminou em 7º lugar, sem uma vitória sequer ao longo de todo o ano. O cenário mudou em 1989, com o início da parceria com a Renault, união que perduraria até 1997. Já no primeiro ano da Williams-Renault, a equipe foi vice-campeã, 64 pontos atrás da McLaren. Em 1990, houve uma queda no rendimento. Trinta pontos obtidos a menos e a equipe caiu duas posições no mundial de construtores.

A temporada de 1991 começou com a Williams vendo Senna vencer as quatro primeiras corridas com sua McLaren. Entretanto, os ingleses passaram a apresentar melhor rendimento ao longo do ano. A outrora supremacia da McLaren foi diminuindo até que, no GP da Hungria, graças ao talento de Senna e a problemas com Mansell, a folga de pontos voltou a aumentar. No Japão, a Williams perdeu o título de pilotos e, na Austrália, o de construtores por 14 pontos.

De outro mundo – 1992 foi um ano completamente diferente. Pilotando o FW 14B, considerado por muitos o carro mais avançado tecnologicamente já visto pela Fórmula 1, ou simplesmente como Senna o chamou o “carro de outro mundo”, a Williams conquistou o título mais fácil de sua história. Mansell consagrou-se campeão com 108 pontos, 52 a mais que seu companheiro Riccardo Patrese. Daí, ninguém entendeu o motivo da demissão de Mansell e sua ida para as competições nos Estados Unidos.

Para substituir Mansell, a Williams contratou o tricampeão Alain Prost. Fazendo uso da suspensão ativa e de um sistema de controle de tração, a escuderia voltou a levantar o troféu dos construtores, com 84 pontos de vantagem para a McLaren. No final daquele ano, trocou o francês pelo brasileiro Ayrton Senna. Quando 1994 começou, todos acreditavam que aquele seria caracterizado por um domínio ainda maior e mais fácil dos ingleses. Com os títulos consecutivos das duas temporadas anteriores e a contratação do piloto mais rápido da época realmente não era difícil pensar o mesmo.

No entanto, sem a parafernália eletrônica, a Williams não apresentou um carro confiável o suficiente nas primeiras corridas. E o pior ainda estava por vir. No dia 1º de maio, em Ímola, a equipe viveu um inferno _ para muitos o dia mais negro da história da Fórmula 1_ com o acidente fatal que vitimou Senna. Tinha início ali um inquérito instaurado pela justiça italiana para investigar a responsabilidade de Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey na morte de Senna. O caso só foi encerrado 11 anos depois, quando todos foram declarados inocentes em 2005. Em uma forma de homenagear o piloto brasileiro, a Williams correu com apenas um carro no primeiro GP (Mônaco) após a tragédia. No campeonato, a escuderia comemorou mais um título ao somar 118 pontos na temporada 94.

No ano seguinte, a Benetton acabou com o domínio da equipe de Frank Williams no mundial de construtores. Mas em 1996 e 1997, o sabor da vitória voltou a ser saboreado pela Williams. Nas duas temporadas teve em seus cockpits, pela primeira vez na história da categoria, uma dupla formada por filhos de ex-pilotos da Fórmula 1. Damon Hill, herdeiro de Graham, abocanhou o título em 1996. Jacques Villeneuve, filho de Gilles, venceu em 1997. Com ambos, a Williams venceu os dois campeonatos.

Declínio – Depois deste período dominando a categoria, a Williams começou a acumular uma série de infortúnios. O fim da parceria com a Renault e a saída de Newey para a McLaren levaram à equipe a necessidade de recomeçar em 1998. Durante todo o ano, seus pilotos subiram ao pódio em três oportunidades, sem ir a nenhuma delas além da 3ª colocação. Os resultados deram à escuderia o 3º lugar no mundial.

1999 foi ainda mais desastroso. A equipe terminou em 6º, sua pior colocação no campeonato desde 1988, quando tinha sido a 7ª colocada. Com 35 pontos, a Williams ficou atrás da Stewart e da Jordan, consideradas equipes mais fracas e sem a tradição da escuderia inglesa.

No ano 2000, a Williams assinou contrato para competir com motores BMW. Na primeira temporada, nenhuma vitória foi obtida. Entretanto, os três pódios de Ralf Schumacher ajudaram a equipe a terminar na 3ª posição entre os construtores, com 36 pontos. A mesma colocação ocorreu no campeonato seguinte. Em 2002 e 2003, com o domínio reinante da Ferrari, só restou à Williams competir e se contentar com a vice-liderança.

Em 2004, a escuderia surpreendeu na apresentação de seu novo modelo. O bólido contava com um “nariz” inovador, mas que acabou se mostrando nada competitivo. No Canadá, a equipe ainda foi desclassificada por irregularidades no freio. Com seis pódios e 88 pontos, foi a 4ª melhor equipe do ano.

Em 2005, Frank Williams não pôde contar com o piloto Jenson Button. Após uma batalha judicial entre a equipe e a BAR, o inglês teve que continuar na escuderia em que se encontrava. Então, a Williams promoveu uma disputa pela vaga remanescente em seu cockpit entre o alemão Nick Heidfeld e o brasileiro Antonio Pizzonia. Com a preferência da BMW, que achava bom ter um piloto alemão na escuderia, Heidfeld foi o escolhido.

Durante toda a temporada de 2005, o diretor da BMW, Mario Theissen, criticou publicamente a Williams por não ter um bom carro. A Williams, por sua vez, reclamou da incapacidade da BMW em construir um motor confiável. Resultado: a parceria foi desfeita e a Williams passou a competir com motores Cosworth em 2006. Se em 2005 a escuderia amargou um 5º lugar, em 2006 o fiasco foi ainda maior e a Williams acabou apenas na 8ª posição no mundial de construtores, com apenas oito pontos – a sua pior colocação no Mundial desde seu ano de estréia.

Em 2007, a expectativa era de que a equipe passaria ainda mais vexame, mas não foi isso o que se viu nas pistas. Com Nico Rosberg e Alexander Wurz tirando o máximo do carro, a Williams alcançou a quarta colocação no Mundial de Construtores com 33 pontos e ainda comemorou o pódio solitário de Wurz no Canadá. Para 2008, ano em que comemora os 30 anos de seu retorno definitivo à Fórmula 1, a equipe manteve Rosberg e manteve Kazuki Nakajima, que estreou pela equipe no GP Brasil de 2007 ao substituir Wurz.

Em sua história na Fórmula 1, a Williams já disputou 546 Grandes Prêmios, conquistando 113 vitórias, 125 pole positions, 130 voltas mais rápidas e 296 pódios. Cinqüenta e três pilotos já passaram pela escuderia, incluindo aqueles já citados anteriormente, Jacques Laffite, Lella Lombardi e muitos outros. A equipe com sede na cidade de Grove, em Oxfordshire, no Reino Unido, tem como diretor técnico atualmente o australiano Sam Michael.

As duas últimas temporadas voltaram a não ser boas para a Williams. O jejum de vitórias continuou e o máximo que conseguiu obter foram dois pódios, em 2008, com o alemão Nico Rosberg. Ainda assim, naquele ano, só não foi pior que a Honda e a Super Aguri, esta última extinta antes mesmo do campeonato acabar. Em 2009, conseguiu galgar uma posição, mas mesmo assim deixou muito a desejar e foi a sétima colocada no Mundial de Construtores, com apenas 34,5 pontos. - Show quoted text -

 

AT&T Williams
Site Oficial: www.williamsf1.com
Pilotos 2010: Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg
Piloto de teste: Valtteri Bottas
Modelo 2010: Williams FW32
Motor: Cosworth CA 2010

Pneus: Bridgestone
GPs Disputados: 613

Pole Positions: 125
Vitórias: 113

Voltas mais Rapidas: 130
Mundial de Construtores: 9

Mundial de Pilotos: 7

Crédito das imagens: Divulgação e XPB/LAT.

 

 

 

 

 

 
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