ING Renault F1 Team

Lois Renault fundou a equipe que leva seu sobrenome em 1977. A participação da escuderia na Fórmula 1 como construtora é dividida em dois períodos. O primeiro vai de 1977 a 1985 e o segundo, de 2002 aos dias atuais. Além disso, a Renault ainda atuou como fornecedora de motores para algumas equipes da categoria.

Em seu Grande Prêmio de estréia, em Silverstone, a Renault inaugurou a era dos motores turbo. A equipe competiu apenas nas cinco últimas provas de 1977 e, ainda assim, apenas com um carro, guiado pelo piloto Jean-Pierre Jabouille. Na época, virou piada e não conseguiu terminar sequer uma corrida.

A temporada de 1978 também não se mostrou tão melhor. O motor explodiu em quatro GPs consecutivos. Somente no final do ano, o desempenho do carro deu sinais de que caminhava para dias mais promissores. Os primeiros pontos da equipe foram conquistados em Watkins Glen, com o 4º lugar de Jean-Pierre.

Em 1979, René Arnoux entrou para a escuderia. Jabouille conquistou a primeira pole position da equipe na África do Sul. Na França, voltou a marcar a pole, mas desta vez venceu a prova e tornou-se o primeiro piloto da história a ganhar uma corrida com motor turbo. Os resultados deram à Renault a 6ª colocação no mundial.

Em 1980, a escuderia galgou duas posições entre os construtores. No GP do Canadá, entretanto, viu seu primeiro piloto sofrer um acidente tão grave que os problemas deixados em suas pernas fizeram com que encerrasse a carreira. Para 1981, a equipe contratou ninguém mais ninguém menos que Alain Prost.

Durante os três anos de contrato com o francês, a equipe foi duas vezes terceira colocada no mundial (em 81 e 82) e vice-campeã em 1983, quando ambos – piloto e equipe – perderam o título para Nelson Piquet e sua Brabham. A corrida na África do Sul quase teve seu resultado alterado. Havia suspeitas sobre o uso de gasolina ilegal por parte da Brabham. Se ficasse confirmado, Piquet perderia os pontos obtidos e, por conseguinte, o título. Contudo, a Renault achou por bem não entrar com o recurso, preocupada com a repercussão junto ao público e o marketing que isso geraria.

Nos campeonatos de 84 e 85, a Renault não conseguiu imprimir novos bons resultados. As outras equipes acabaram desenvolvendo e acumulando melhores desempenhos dos motores turbo. Em 84, a escuderia acabou em 5º lugar e, em 85, 7º. Em 1985, a Renault inovou novamente ao apresentar o primeiro carro de Fórmula 1 com câmera on board.

Porém, os problemas financeiros enfrentados nesta temporada levaram a Renault a determinar a saída da equipe da Fórmula 1 como construtora. Em 1986, ela ainda forneceu seus motores para algumas escuderias, porém retirou-se totalmente da categoria no final daquele ano. Em 1989, a Renault voltou à Fórmula 1 como fornecedora de motores da Williams. Em 1995, a Benetton também passou a contar com os motores franceses. Em 1997, a Renault decidiu sair novamente da categoria.

O retorno – No dia 16 de março do ano 2000, a montadora comprou a Benetton por 120 milhões de dólares. A troca de nome só ocorreu dois anos depois. Na primeira temporada já com o nome Renault, foi a 4ª melhor equipe, com 23 pontos. Em 2003, a escuderia retornou às vitórias com Fernando Alonso, na Hungria – feito que não acontecia desde o GP da Áustria de 1983. Apesar de ter repetido a posição no Mundial de Construtores, o desempenho do espanhol ajudou a escuderia a marcar mais pontos. Dos 88 conquistados pela equipe, 55 foram dele.

Em 2004, a equipe só ficou atrás na classificação da Ferrari e da BAR. A temporada parece ter sido o prelúdio do que aconteceria nos dois anos seguintes. Pela primeira vez em sua história, a Renault conquistou não só um, mas dois campeonatos de construtores (2005 e 2006) e, em ambos, viu seu piloto principal, Fernando Alonso, acabar com a seqüência de títulos do heptacampeão Michael Schumacher.

Em 2007, a escuderia, cuja sede fica em Enstone, Oxfordshire, no Reino Unido, e que tinha como diretor Flávio Briatore, amargou um ano sem vitórias e sem qualquer momento de brilho ao longo das 17 etapas. Além disso, perdeu o bicampeão Alonso para a McLaren. Tendo Giancarlo Fisichella e o estreante Heikki Kovalainen, a equipe só conseguiu marcar 51 pontos e apenas foi terceira colocada entre os construtores porque a McLaren teve seus pontos cassados. Para 2008, o time francês trouxe de volta Alonso, que substituiu Kovalainen – novo piloto dos comandados de Ron Dennis.

Com Alonso de volta à escuderia em 2008, a Renault ainda promoveu a estreia de Nelsinho Piquet na categoria onde o pai consagrou-se como tricampeão. A dupla, que permaneceu na equipe naquela temporada e em 2009, obteve rendimento contrastante. Apesar de ser empresário de ambos, Briatore não fazia muito esforço para esconder qual dos dois preferia, principalmente depois que os resultados na pista começaram a aparecer. Enquanto Alonso venceu duas provas em 2008 (as últimas duas nas duas últimas temporadas), Nelsinho Piquet protagonizou vários abandonos e acidentes.

O mais notório, em 2008, deles acabou jogando na lama a história da equipe e aconteceu no GP inaugural em Cingapura, mas só teve seus bastidores revelados em 2009. Briatore mandou e Nelsinho provocou um acidente durante a corrida, o que acabou beneficiando Alonso. A vitória do espanhol foi mantida no julgamento ocorrido ano passado, mas Briatore foi expulso da Fórmula 1 e o diretor técnico da equipe, Nick Fry, está até hoje numa espécie de liberdade vigiada, enquanto Nelsinho caiu no ostracismo e não encontrou vaga na categoria.

Os dois anos ruins se refletiram nas pistas e no Mundial de Construtores. Em 2008, a Renault terminou em 4º lugar, com 80 pontos – menos da metade da equipe campeã (Ferrari); e, em 2009, não passou da oitava colocação, tendo registrado apenas 26 pontos, à frente apenas da Force India e da Toro Rosso.

 

 

Renault F1 Team
Site Oficial: www.ing-renaultf1.com
Pilotos 2010: Robert Kubica e Vitaly Petrov
Pilotos de teste: Ho-Pin Tung, Jerome D’Ambrosio, Jan Charouz
Modelo 2010: Renault R30
Motor: Renault RS27-2010

Pneus: Bridgestone
GPs Disputados: 266

Pole Positions: 51
Vitórias: 35

Voltas mais Rapidas: 29
Mundial de Construtores: 2

Mundial de Pilotos: 2

 

 

 

Crédito das imagens: Divulgação e XPB/LAT.

 
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