Jarno Trulli

Nascido no dia 13 de julho de 1974, em Pescara, Jarno Trulli diz que não se considera um típico italiano por chegar cedo aos compromissos e não gostar de futebol. Filho de um casal apaixonado por esportes a motor, recebeu o nome Jarno em homenagem a Jarno Saarinen, campeão de moto, morto em um acidente em Monza no ano de 1973.

Seus pais costumavam levá-lo para assistir às corridas desde que tinha três anos de idade. Trulli conta que, desde os quatro, acompanha a Fórmula 1. Sua carreira teve início aos sete, quando o pai perguntou se ele gostaria de participar de uma nova categoria: a mini-kart. Durante 12 anos, competiu nas corridas de kart e foi campeão em todas as categorias que disputou, tanto na Itália quanto nos campeonatos europeus. Em 1996, foi para a Fórmula 3 alemã e também venceu. No ano seguinte, debutou na Fórmula 1 pela Minardi, onde ficou até o GP do Canadá.

Na outra metade do campeonato, substituiu Olivier Panis na Prost. Pela equipe do tetracampeão mundial, terminou em 4º lugar o GP da Alemanha, conquistando, assim, seus primeiros pontos na categoria. Ao final do ano, assinou contrato de dois anos com a equipe francesa. Em 1998, só conseguiu um ponto no campeonato, ficando em 15º na classificação geral. Um ano depois, subiu no pódio pela primeira vez no GP da Europa. Em sua última temporada na Prost, obteve sete pontos e a 11ª posição no mundial de pilotos.

Convencido de que na Jordan ele teria mais chances nas corridas, trocou de equipe e foi trabalhar com os irlandeses. A situação nas provas continuou a mesma, apesar da nova escuderia. E durante seus dois anos de contrato com Eddie Jordan, não subiu no pódio uma vez sequer. Entretanto, foi o 10º entre os pilotos na temporada 2000, com seis pontos, e o 9º em 2001, com 12. Na época, algumas pessoas começaram a insinuar que Trulli era muito bom nos treinos, mas que deixava a desejar nas corridas.

De 2002 a 2004, foi piloto da Renault. No primeiro ano, encontrou bastante dificuldades com o carro pouco confiável. Ainda assim, terminou na 8ª posição no mundial, com nove pontos. Repetiu a colocação na temporada seguinte, desta vez com 33 pontos, tendo como momento mais importante um terceiro lugar no GP da Europa. Em 2004, desencantou e viveu sua melhor experiência na Fórmula 1. Depois de subir no pódio na terceira colocação na Espanha, conquistou sua primeira vitória ao vencer o GP de Monaco, no dia 23 de maio.

Em setembro, Trulli trocou a Renault pela Toyota. O italiano alegou que o carro não lhe permitia lutar por pontos e que a equipe comandada por Flavio Briatore favorecia Fernando Alonso. Na ocasião, ele foi substituído por Jacques Villeneuve e substituiu Ricardo Zonta nas duas últimas corridas do ano. Trulli terminou a disputa pelo título em 6º lugar, com 46 pontos.

Em 2005, levou a Toyota à primeira fila do grid nos dois primeiros GPs: Austrália e Malásia (nesta última, em 2º lugar no pódio). Depois, foi 2º no Bahrein e 3º na Espanha. Nos Estados Unidos, foi o pole position de um GP onde apenas seis carros competiram. Seu bom desempenho (47 pontos) ajudou a equipe a conquistar o quarto lugar no mundial de construtores. Em 2006, suas melhores colocações foram um 4º lugar em Indianapolis e um 6º no Canadá e no Japão.

Em 2007, Trulli sofreu menos na Toyota. Nas 17 corridas disputadas, marcou oito pontos graças aos dois sétimos lugares (Malásia e Bahrein), à sexta colocação nos Estados Unidos e ao oitavo posto no Brasil. Terminou o mundial na 13ª posição, três à frente de seu companheiro de equipe, o alemão Ralf Schumacher.

Nono colocado no Mundial de Pilotos em 2008 e oitavo em 2009, Trulli sentiu nas mãos e nos pés que, apesar do dinheiro investido, a Toyota não conseguiu produzir bons carros, de novo, nas duas temporadas. Apesar dos poucos abandonos (sete nos últimos dois anos), os bons resultados não apareciam nas pistas. Em 2008, sua melhor posição de largada foi na primeira fila para o GP do Brasil (2º lugar) e Trulli só subiu no pódio uma vez, no GP da França. Em 2009, o ano começou até bem com um terceiro lugar no GP da Austrália e outro no Bahrein, quarta etapa da temporada. No entanto, somente no GP do Japão, antepenúltima prova do ano, teve um final de semana realmente bom. Largou e chegou na segunda colocação. Ao final da temporada, soube que a Toyota não mais participaria da Fórmula 1, mas acabou sendo aproveitado pela nova Lotus.

Jarno tem 1,73m, pesa 60 kg, é casado e pai de dois filhos: Enzo e Marco. Mora em Francavilla, na Itália, mas também possui residência em St Moritz, na Suíça. Sua comida favorita é pizza e gosta de música, kart, fitness, natação, tênis e ciclismo. Além da carreira na Fórmula 1, o piloto da Toyota ainda arruma tempo para investir na construção de chassis para kart em parceria com a Swiss Hutless.

 

Crédito das imagens: Derapate, Aktualne, Christian Kaufmann e Euro Sport.

 

Site Oficial: www.jarnotrulli.com

 

F1 Girls Online (2004-2009) - Design por Wanner Cavagnolle