O filho de Ana e Luiz Antônio veio ao mundo no dia 25 de abril de 1981. Nasceu em São Paulo, como a maioria dos pilotos brasileiros que chegaram na Fórmula 1, e aos 17 anos trabalhava como entregador de pizza no circuito de Interlagos – seu primeiro emprego. Iniciou a carreira nas pistas em 1990 pilotando um kart, mas o curioso é que, ao contrário da imensa maioria, não fez carreira internacional nesta categoria, limitando-se à Corrida de Micro Kart de São Paulo, onde foi 4º em 1990 e 6º em 1993.
A competição com carros teve início em 1998, quando estreou no Campeonato Brasileiro de Fórmula Chevrolet e foi o 5º entre os pilotos. No ano seguinte, sagrou-se campeão da categoria, com três vitórias em 10 corridas. Em 2000, mudou-se para a Europa e foi vencedor em duas categorias no mesmo ano: o Campeonato Italiano e o Europeu de Fórmula Renault. Em 2001, entrou para o Campeonato Europeu de Fórmula 3000 e, mais uma vez, foi campeão. No final do ano, Peter Sauber o convidou a testar um F1 pela primeira vez e o contratou para a temporada seguinte.
Em seu ano de estréia na Fórmula 1, marcou quatro pontos, sendo 6º na Malásia e em Nürburgring e 5º em Barcelona. Em 2003, trabalhou como piloto de testes da Ferrari, onde não só aprendeu questões técnicas como ajudou a desenvolver o carro e, principalmente, plantou frutos para colher no futuro ao interagir com todos os membros da equipe italiana. Em 2004, retornou para a Sauber e conquistou 12 pontos, um a mais que em 2005, seu último ano na equipe suíça.
Em 2006, Massa tornou-se o segundo brasileiro a ser piloto titular da Ferrari. Desempenhando o papel de segundo piloto, mas em um contexto diferente daquele vivenciado por seu antecessor, o também brasileiro Rubens Barrichello, Felipe Massa viveu a expectativa do anúncio da aposentadoria de seu companheiro de escuderia, Michael Schumacher, o que lhe traria esperanças de não ser apenas um escudeiro e sim capaz de lutar pelo título no futuro.
Tranqüilo com sua função, conseguiu sete pódios em 2006, o que lhe rendeu 80 pontos e a 3ª posição no mundial de pilotos. A primeira vitória ocorreu no dia 27 de agosto, no GP da Turquia. No Brasil, repetiu a dose e levou ao delírio a torcida presente ao circuito de Interlagos. A vitória fez com que começasse o ano com grande expectativa na Ferrari, tendo ao lado Kimi Raikkonen – que havia saído da McLaren.
Contando com o apoio da família Todt, Massa dava sinais na primeira metade da temporada passada de ter a preferência da Ferrari – apesar da equipe nunca ter deixado claro nas pistas quem era seu primeiro piloto. No entanto, o brasileiro cometeu alguns erros nas primeiras etapas e ficou pressionado para apresentar melhores resultados. Felipe reagiu e ficou à frente do companheiro de escuderia até o GP da França.
A partir de então, travou um duelo particular com Kimi Raikkonen, com ambos se revezando na vantagem sobre o outro dentro da tabela de classificação geral. Na Inglaterra, o finlandês passou o brasileiro, que virou na Europa. Na Hungria, Massa foi ultrapassado por Raikkonen novamente. Na Turquia, Felipe deu o troco. Contudo, acabou saindo da briga pelo título tão esperado no GP da Itália e ainda viu Kimi partir para cima da dupla da McLaren para abocanhar o campeonato na última etapa, no Brasil, sendo ele obrigado a servir como segundo piloto do finlandês, ou seja, tinha a missão de ajudá-lo a levantar o caneco.
Acabou na quarta colocação, com 94 pontos, mas protagonizou dois momentos inesquecíveis na temporada. O primeiro ocorreu no caminho para o pódio do GP da Europa, disputado em Nurbürgring. Enquanto se preparava para a cerimônia de entrega dos troféus, ele e Fernando Alonso se envolveram em um bate-boca por conta de uma batida entre os dois durante a prova. O espanhol apontou para o carro mostrando o local onde a Ferrari de Felipe havia se chocado e gesticulou para as câmeras em desagrado à atitude do brasileiro. Massa não gostou da atitude do vencedor do Grande Prêmio e o mandou, digamos, fazer outra coisa mais útil do que reclamar.
A outra cena memorável aconteceu no final do GP do Japão. Prejudicado por uma escolha maluca de pneus por parte da Ferrari, o brasileiro acabou caindo para as últimas posições. Após todo um trabalho de recuperação, empolgou o público ao disputar a sexta colocação com o polonês Robert Kubica na última volta da etapa nipônica, disputada em Fuji. Os dois duelaram roda a roda, centímetro a centímetro, tirando um ao outro da pista até receberem a bandeirada final, com Felipe levando a melhor.
2008 e 2009 foram dois anos inesquecíveis na carreira de Felipe Massa. No primeiro, ele perdeu o título da Fórmula 1 por um mísero ponto, quando já havia cruzado a linha de chegada em 1º lugar e ainda mais em Interlagos. Em poucos segundos, o brasileiro e a torcida que lotava o autódromo em São Paulo foi do delírio ao choro e estado de choque quando viram Hamilton conseguir ultrapassar Timo Glock na última curva e, com isso, passar na frente do brasileiro.
No segundo, havia toda uma expectativa em torno do seu rendimento após o histórico GP do Brasil do ano anterior. No entanto, a Ferrari decepcionou e Felipe Massa não conseguiu retirar o gosto amargo da boca. Pior: no treino de classificação para o GP da Hungria foi atingido na cabeça por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello. Inconsciente, chocou-se contra a proteção de pneus. O acidente lhe custou toda a participação no restante da temporada. Notícia boa para ele só mesmo o nascimento do filho, Felipe, no final do ano.
No dia 01 de dezembro de 2007, casou com a brasileira Raffaela Bassi, com quem namorava há quatro anos. O casal mora em Monte Carlo. Massa pesa 59 kg e tem 1,66m de altura. O irmão do meio de Eduardo e Fernanda é fã do ator Robert de Niro, especialmente dos filmes Cassino, Era uma vez na América e Os bons companheiros. Sempre que pode acompanha a série de TV 24h e joga PlayStation. Costuma praticar futebol e esportes aquáticos e não dispensa uma ida ao shopping center para comprar relógios e roupas – sua grife preferida é a Dolce & Gabbana.
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Crédito das imagens: Reuters, SprintF1, Kataweb, Alberto Pellaschiar/AP e F1 World.
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